e a fissão nuclear aconteceu
dentro das minhas células. autofagia.
a fome do coração comeu as carnes
da minha cara. solidão.
andei nas ruas dormentes, grogue,
das minhas veias. anestesia.
cerrei os olhos e trinquei os dentes
quebrados nas britas de construção.
a máquina triturou o bravo
senhor do castelo da complicação.
então, o dragão carbonizou o guerreiro
a pó. varreu ao vento os restos.
solto no espaço vazio, pulsou
e voltou. e a fusão nuclear aconteceu.
texto escrito por mim, Marcos Siqueira.
NOTRE
-
Por que choramos quando um prédio se vai? Talvez porque ali havia
história, arte, cultura. Coisas que fazem parte de nós mesmo que não
admitamos. Que mexe...
2 comments:
Marcão! Poxa broder, não sabia q vc era escritor além de tudo... Legais seus textos. Rapaz, fiquei contente por vc aí no Rio. Mostra para eleo que é que o baiano tem! Abração.
Conheci esta pessoa do nada num lugar paradisíaco bem longe da costa. bom papo e boa música. Um feliz encontro em algum lugar da serra do mar ou da mantiqueira!
Abaixo um relato do momento em que me encontro.
♥A prudência manda calar e conceder, porém a alma não quer saber de prudência atualmente, mas de intensidade, de verdade dita aos quatro ventos, de modo a sentir que a vida começa, novamente, a valer a pena como já valeu outrora.
Mariana Maita♥
Beijos.
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