Thursday, September 07, 2006

o núcleo

e a fissão nuclear aconteceu
dentro das minhas células. autofagia.

a fome do coração comeu as carnes
da minha cara. solidão.

andei nas ruas dormentes, grogue,
das minhas veias. anestesia.

cerrei os olhos e trinquei os dentes
quebrados nas britas de construção.
a máquina triturou o bravo
senhor do castelo da complicação.

então, o dragão carbonizou o guerreiro
a pó. varreu ao vento os restos.
solto no espaço vazio, pulsou
e voltou. e a fusão nuclear aconteceu.

texto escrito por mim, Marcos Siqueira.

2 comments:

Anonymous said...

Marcão! Poxa broder, não sabia q vc era escritor além de tudo... Legais seus textos. Rapaz, fiquei contente por vc aí no Rio. Mostra para eleo que é que o baiano tem! Abração.

Anonymous said...

Conheci esta pessoa do nada num lugar paradisíaco bem longe da costa. bom papo e boa música. Um feliz encontro em algum lugar da serra do mar ou da mantiqueira!
Abaixo um relato do momento em que me encontro.
♥A prudência manda calar e conceder, porém a alma não quer saber de prudência atualmente, mas de intensidade, de verdade dita aos quatro ventos, de modo a sentir que a vida começa, novamente, a valer a pena como já valeu outrora.
Mariana Maita♥
Beijos.