Onde está você? Em que cidade você mora?
Quando você veio? Ou já foi embora?
Ou virá? Assim, entardecendo... virá
chegando, dissolvendo e ajuntando tudo,
revolvendo tudo embaixo do leito, do peito,
com as águas barrentas do rio caudaloso
que vai desaguar no mar, desaguar o mar.
Amar as estrelas num som... bom... ohm
nós na sua órbita comigo sem abrigo, correndo
da fera. Venha amigo, te ouvi dizer, vamos
derreter a atmosfera e seremos, no fim, um.
Onde está você? Em que luar você se esconde?
Em que quarto você está? Sob o mesmo sol apagar?
Como vou te encontrar? A luz dos olhos a minguar...
Mingua, Ana, tua natureza divina
que em sua língua eu te chamava.
Se veio, não soube, nem hei,
do anjo que me deu um copo d´água.
Paciência...
texto escrito por mim, Marcos Siqueira.
NOTRE
-
Por que choramos quando um prédio se vai? Talvez porque ali havia
história, arte, cultura. Coisas que fazem parte de nós mesmo que não
admitamos. Que mexe...
No comments:
Post a Comment