Monday, December 03, 2007

A ilha.



E aqui estou de novo nesse não-lugar. Arrastado de repente por um cheiro de manhã,
de resto de sonho. A olhar o verde dourado de uma ilha no outro lado da baía.

A mensagem o vento traz assobiando num beijo.

As borboletas pulsam e cintilam o ritmo descompassado que o canto dos passarinhos calmamente orquestra.

E nessa manhã fica o cheiro. De perfume, do sorriso de flor.
Ali, de novo, no não lugar. O tempo que passou, passará e é lugar nenhum.
No verde dourado da ilha mora a promessa de maresia, como que numa garrafa que cruzou oceanos para trazer respostas.

E lá está ela. Da minha janela dá pra ver seu lado dourado. A ilha.