sou o vento
sou o tempo
o coração ao sorriso e lágrima
da canção, a fé, inspiração
o sopro no barro, o sim e o não
filho do homem, adão, sou você,
seu marido, pai e irmão
sou sangue correndo avenidas
um rosto na turba
que quis chorar escondido
ao gosto amargo, bebeu
e riu de nada e falou ao calar
ouviu sem escutar
errou, começou e ficou por terminar
aprendendo em partir ao pulsar
meu pai é sol e minha mãe água
nasci do gozo, toque do alto,
do amor incendeia, me eleva a alma
balão, brinquedo junino
de nordestino que dança baião
a terra é minha sina
um dia me planto, semente
colho, broto em folha em fruta
e vôo de beija-flor dizendo
bem-te-vi ao amor zen
num beijo à boca cajuína
sou muitos
sou pouco
sou o vento
NOTRE
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Por que choramos quando um prédio se vai? Talvez porque ali havia
história, arte, cultura. Coisas que fazem parte de nós mesmo que não
admitamos. Que mexe...
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