Thursday, March 26, 2009

Palavra (en)cantada

Encantarei com a palavra.
Nem mais, nem menos.
Um tanto. Só.
Cantarei o verbo, plantarei o canto.
Findarei no princípio de tudo. O encanto.

Pelo dito que passeia no ar.
Pelo nome que não há língua que o possa pronunciar.
No sol acende o som antes de se fazer, ser
palavra que a lua mingua no pôr
e a língua lava em pranto na cantiga de entardecer.

Me encantando com a palavra.
Sem mais nem menos, enquanto só.
Cantando o verbo, plantando o canto.
Buscando no princípio de tudo o encanto.
Infinito tempo circular.

Passado o presente do futuro,
imperativo se faz conjugar
o surdo silêncio que retumba dentro do peito.
Fala todo o tempo sem chamar fora,
calado pelo princípio, encantado pelo efeito.

Encantei-me com a palavra.
Já não há mais, nem há menos
Há um tanto. Um só.
Cantei o verbo, plantei o canto.
Encontrei no princípio de tudo o encanto.

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